Notas sobre O Povo





    O povo é um rio que corre, invisível aos olhos apressados, mas que tem a força da terra, e a sabedoria que o tempo tem. Não é feito de rostos, mas sim de gestos que se repetem, de sorrisos que se encontram, e de mãos que se entrelaçam, tudo quando a hora é mais difícil. O povo é a voz que ninguém cala. Nem a dor abafa o eco nas praças, nem o sorriso dos que choram, como se o corpo fosse um só, pois a alma já o é.

    O povo carrega às costas o peso das histórias não contadas, e no peito carrega a esperança que será sempre eterna. O povo é o ontem, o hoje, e o amanhã, como uma chama que nunca se apaga, mesmo quando vento sopra com mais força. Cada passo é uma memória, cada olhar é um desejo do futuro, cada suspiro é uma promessa, de um povo que jamais será cego, surdo e mudo.

    Não é feito de grandes feitos, mas sim de grandes gestos, que no silêncio ecoam como trovões na alma. É no sorriso que se toca ao amanhecer, é na cumplicidade que se sente ao entardecer, é na forma como se abraça a dor, sabendo que tudo é lágrima de um olho que quer ver a manhã mais bela.

    O povo nunca morre e nunca há de cair, pois é uma alma que se renova e nunca se perde, mesmo quando o mais distante, é o único caminho.

 

Francisco Falcão, 12.º G 

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