De Duabus Octavis: Acerca da decadência
I
Vim nascer entre seres de outra grei,
Não é esta, decerto, a minha gente!
Pois viver não consigo nem irei,
Com quem vê, na barbárie, pingente.
Ignorantes espíritos sem lei,
Que, com um tribalismo intransigente,
Corrompem cristalino rigorismo,
Em bestial atrófico hedonismo.
II
Já em nada se vê temperamento,
Somente oca e amorfa indiferença,
Muitas as ações, pouco sentimento.
É esta, da insciência, a doença,
Mente e coração sem preenchimento,
Alma e psique, sem réstia de crença.
Seja assim renascido este desperto,
Ao putrescente mundo sem concerto.
Duarte Oliveira, 10.º D



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